quarta-feira, 8 de abril de 2009

POESIA PARA OS OUVIDOS

"Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorrisso, porque já chorei demais.
Hoje me sinto mais forte, mais feliz quem sabe
eu só levo a certeza de que muito pouco eu sei, eu nada sei.

Conhecer as manhas e as manhãs,
o sabor das massas e das maças,
é preciso amor pra poder pulsar,
é preciso paz pra poder sorrir,
é preciso a chuva para florir.

Penso que cumprir a vida seja simplesmente
compreender a marcha, e ir tocando em frente.
Como um velho boiadeiro levando a boiada
eu vou tocando os dias pela longa estrada eu vou,
estrada eu sou.

Todo mundo ama um dia, todo mundo chora,
um dia a gente chega, e no outro vai embora.
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz, de ser feliz.

Ando devagar porque já tive pressa
e levo esse sorrisso porque chorei demais.
Cada um de nós compõe a sua história,
e cada ser em si, carrega o dom de ser capaz,
de ser feliz."


Almir Sater




* mas tb é linda na voz de Bethânia

terça-feira, 31 de março de 2009

IN

INteiro, INterior, INtensidade.
Muitas vezes ouvimos ou falamos sobre o trabalho interno do ator, da busca pela intensidade na cena, estar presente, inteiro e concentrado no que faz. Quando o espetáculo já percorre alguns anos, é realmente muito bacana quando ainda encontramos o espaço interno que nos permite não falsear e sim, vivenciar realmente aquele momento. Confesso que fazia muito tempo que não sentia um desafio em cena, um risco. Estava trabalhando bem, porém num caminho confortável.

Sempre gostei de que me tirassem o tapete... dessa vez, eu mesma o tirei. Em cena passei por um processo no qual me senti totalmente sem chão e algo surgiu do novo, do espontâneo, do incerto, da dúvida e que me colocou num estado de graça, de plenitude. Estava ali como há muito tempo não estive. E outros olhares me disseram: você estava transbordando. Apesar de ter sido parcialmente ruim não encontrar o chão abaixo dos meus pés no exato momento do espetáculo, achei instigante os resultados, eles me confirmaram que bastou um pequeno desconforto para eu correr atrás da própria cena.

Hoje fiz um exercício com uma parceira de trabalho e novamente isso me saltou aos olhos: espaço de desconforto que gera intensões, emoções, pensamentos reais, sinceros, inteiros... eles são geradores de um impulso vital tão necessário ao trabalho do ator/atriz, pena serem caros e raros!!!!! Me custou o medo de ultrapassar os limites do outro, invadir espaços sagrados tão bem guardados. Porém, logo veremos os resultados em forma de uma bela atriz, com uma bela história numa bela arte.

E que assim seja!!!


quinta-feira, 26 de março de 2009

"a" crítica



"a" ousa com humor e drama agradar a “menina má” de todas nós

Vanessa Martins de Souza
24.03.2009


"a", de artigo feminino, veio da linda Floripa para tirar um ácido, criativo e bem humorado retrato do que é ser mulher ao longo da vida. Classificada como comédia dramática, "a" foi feita para fazer a “menina má” que toda mulher tem (e tantas mulheres talvez nem sonhem em colocar para fora), ir à forra. Pelo drama e pelo riso.

Porém, parece que a plateia presente no dia 23, um pequeno grupo de moças e mulheres, levou a montagem com excessiva seriedade. Praticamente não ouviu-se risos, ou viu-se sequer o esboçar de sorrisos em quem estava na plateia. No máximo, um ou dois murmúrios nesse sentido puderam ser ouvidos, durante os 55 minutos da apresentação. O que é uma incompreensível falta de senso de humor. Pois, a montagem do N. A. T. (Núcleo Ação Teatral) é muito sarcástica, de um humor corrosivo, tanto na excelente linguagem textual quanto na estonteante linguagem corporal com que as atrizes Luciana Machoski Holanda, Maria Amélia Gimmler Netto e Marina Almeida se apropriam sem inibições.

Elas se revezam, com um adorável descaramento, em monólogos inesquecíveis sobre três momentos da mulher: a infância, a sexualidade e a maternidade. O surreal também está presente numa surpreendente história envolvendo pedofilia. Uma vingança macabra contra os pedófilos.

As três não se acanham em, além do texto, inspirado livremente em Dario Fo e Franca Rame, explorar também o corpo, as mãos, o chão, para expressar as frustrações, chateações, dilemas, fantasias e desejos próprios do sexo feminino. Em tom de protesto, vingança, provocação ou desabafo sarcástico, "a" também é denúncia, uma espécie de manifesto feminista, trazendo informações sobre violência doméstica, infanticídio feminino, entre outras. Mas não se apresse em classificá-la de feminista. Não se pode chamar de feminista uma dramaturgia que considera a hipótese de alergia feminina ao látex da camisinha, bem como os efeitos colaterais que a “bomba de hormônios” da pílula do dia seguinte pode trazer.

Seria mais preciso dizer que "a" é absolutamente feminina, revelando a mulher em suas contradições e desafios e levantando discussões. Como uma conversa íntima de mulher pra mulher. Mas da qual os homens também podem e devem participar.


http://www.curitibainterativa.com.br/modules.php?name=News&file=article&sid=16914


No site do Festival, encontramos alguns comentários:

Comentários

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Paulo Rocha | 25/03/2009 | 15:59
Bravo! Espetaculo muito bom. Indico a todos amantes do teatro. Bonito cenario, otimas atrizes e texto instigante.

Roselize Stüpp | 25/03/2009 | 08:12
Gostei muito a peça "A", que apresenta de forma dinâmica um retrato interessante do universo feminino. Para nós mulheres aumenta a compreensão de nós mesmas...Para os homens é uma aula excelente sobre a forma que merecemos ser tratadas...

bárbara | 18/03/2009 | 13:57
Lindo, sensível, intenso, divertido. Um espetáculo dinâmico. Assisti três vezes já, e se estivesse por aí veria mais quatro!

Elisa Perfeito | 18/03/2009 | 13:39
Gente, assisti ao "A" em Floripa e mexeu muito comigo. Indico a todos, afinal de contas o espetáculo é realmente imperdível. Mulheres, se preparem...e homens, acompanhem!!!

http://www.festivaldecuritiba.com.br/servlet/DetalhesEventoController?state=1&codEvento=1004


segunda-feira, 23 de março de 2009

Só Mulheres!!!!

Pela primeira vez em 4 anos, nosso espetáculo teve hoje uma platéia somente feminina!!!! INCRÍVEL!!!!!!!
No início do nosso processo de construção, chegamos a pensar na possibilidade de separar o público feminino do masculino. Queríamos tirar dessa experiência algumas respostas e/ou muitas perguntas, e elas vieram... muitas mesmo!!!! Entre esse público feminino havia um grupo de estudantes de jornalismo, psicológas, mães e filhas.
Para nós atrizes, algo foi bem diferente... suave, silencioso, porém forte e com uma certa cumplicidade, afinal somos três atrizes, foi quase um clube da luluzinha (hehehe).
Bom, cinquenta por cento da nossa experiência está concluída, agora, aguardamos anciosamente pelo dia em que somente homens sentem-se frente à essas bonecas.

Estamos então no aguardo dessa espontaneidade.


sexta-feira, 20 de março de 2009

Curitib"a"




Apareçam e divulguem!!!


“a” é uma realização do NAT (Núcleo Ação Teatral), formado por artistas catarinenses, gaúchos e paulistas. O espetáculo explora o universo feminino e os temas relacionados à mulher na sociedade atual.

As personagens são destituídas de características de uma mulher pertencente a determinado período histórico e trazem à cena, temas que são considerados pelo grupo como sendo atemporais, universais e merecedores de reflexão e discussão. Entre eles: o aborto, a violência doméstica, a exploração sexual e o sexismo.Através do olhar feminino na sua essência o espetáculo expõe ao público tais temas.

Além de temporadas independentes em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, destacando as realizadas no Teatro da UBRO (Florianópolis) e na Cia de Arte (Porto Alegre) o espetáculo já participou de diversas mostras e festivais, desde 2006, entre eles: XV Festival Internacional Floripa Teatro (2008); VII Seminário Internacional Fazendo Gênero (2007); Projeto Segundas Dramáticas DAD/UFRGS (2008).

Para completar o circuito de apresentações nas principais cidades da região sul do Brasil o N.A.T. (orgulhosamente!) participa do FRINGE / Festival de Teatro de Curitiba de 2009.

Espaço Cultural Falec
Rua Mateus Leme,990
Centro/ Curitiba

dia 22 as 12horas;
dia 23 as 15 horas;
dia 24 as 18 horas;
dia 25 as 21horas.


terça-feira, 10 de março de 2009

tudo passa?

Nada melhor do que deixar o tempo aliviar nossos sentimentos. Alguns meses, talvez anos, podem sugerir um novo caminho, um novo modo de ver e de ser visto. Por vezes, algumas certezas permanecem intactas, outras flutuam como se nunca tivéssemos tido acesso a elas.
Deixar-se levar... flutuar com as incertezas, permanecer em estado de gratidão mesmo sem ter a resposta que tanto procuramos; quando a saudade e a ausência criam vincos profundos resta somente esperar que tudo passe. E passa? Passa... passa por aqui. Passa dentro do peito, da memória e da confiança. Estar junto pela admiração, pela cumplicidade criada, pela necessidade de retomar de um ponto... aqui parou. Passou e aqui estamos.


sexta-feira, 6 de março de 2009

41 x 14

Hoje é aniversário do meu irmão!!! É, eu tenho um irmão. Não o vejo há 14 anos (eu acho).

Na verdade, o que defini uma pessoa ser seu irmão? Ter o mesmo sangue? Ter crescido com você? Fazer parte do círculo de pessoas para quem você conta seus segredos? Amar incondicionalmente?


Eu não tenho o mesmo sangue que o dele, mas ele tem Machoski no sobrenome... cresci às voltas das loucuras dele. Algo que ficou muito marcado foram as massagens que eu fazia em seus joelhos, nessa época eu era uma menina, mas a única para quem ele contava as loucuras das noites paulistanas do fim dos anos 80. Brigávamos muito, mas eu ouvia suas histórias com certo interesse, pois tudo que ele fazia era proibido, e mesmo com todo aquele moralismo que pairava nos ares, eu me sentia importante por ser a sua única confidente.

Quando nos falamos é sempre estranho porque parece que devo desculpas a ele, e não porque tenho complexo de culpa não, é porque acordei tarde para a realidade dele, ou ainda, porque ele não soube contar bem suas histórias.

Hoje ele faz 41 e eu faço 14... nunca é tarde para perceber.

parabéns Du.


quarta-feira, 4 de março de 2009

peito cheio

É como se fosse um turbilhão, invade o peito e preenche de lágrimas... me resta somente soltá-las, liberar o peito carregado e a cabeça cheia de tanta pergunta.
Chorar sempre fez muito bem pra mim, é uma forma muito intensa de aliviar as tensões. Pra muitos pode parecer triste, e as vezes até é, mas muitas vezes é somente um caminho, como tantos outros.


Respeitar o momento e vivê-lo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Se Maomé não vai a montanha...

Tenho procurado sempre me manter presente nas coisas e principalmente para as pessoas que gosto. É realmente muito estranho quando ouço: -que saudades, você sumiu!!! Vê se aparece!!!
o caminho é o mesmo para todos, quando a saudade bate vou a procura de sana-la.
Claro que os caminhos podem ser mais facilitados para uns do que para outros, mas o caminho é traçado por cada um, nele você pode reforçar sentimentos ou apenas deixá-los em banho maria para ver no que vai dar.
Se Maomé não vai a montanha... é verdadeiro, mas as vezes cansativo quando repetitivo. Ai ficamos na expectativa de Maomé rever seus conceitos sobre a preguiça, ou ainda, sobre prioridades.
Eu primo por estar presente, mesmo que à distância. Manter contato verdadeiro e amigo.
A ausência é devastadora, modifica o panorama dos sentimentos, abre uma lacuna gigante entre o passado e o presente.

Amigos, mantenham contato e nada de ficar sentado como Maomé só olhando de longe aquela grande e querida montanha se mover a passos de tartaruga.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Dois leões e uma Laura.

É excitante recomeçar um processo de montagem. Ainda mais quando se trata de dois leões com olhos vibrantes e fome, muita fome. Não que esse seja o primeiro dos recomeços: um leão espera faminto há quase três anos para estrear, o outro espera por por muito mais tempo o desafio de olhar com os olhos dos outros, porém, este recomeço me parece mais objetivo, mas não por isso apressado... não. Decidimos degustar cada momento, tentando responder a tantas perguntas que nos chegam a cada encontro. O texto nos traz tantos questionamentos, tantas possibilidades, que não temos outra alternativa, temos que digeri-lo por completo.

O leão de dentro está tão vivido que os olhos parecem que vão saltar do rosto, já o leão de fora controla a vontade constante do café com cigarro, enquanto as idéias perambulam como nuvens em cima de nós.

Realmente sou um leão que funciona quando estou junto. Preciso do olho esbugalhado à minha frente, da voz que atropela as idéias, das imaginações extravagantes que nos trazem o riso.

Valeu Quelzita!!!
bjs

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

"a" em Curitiba



“a” é uma realização do NAT (Núcleo Ação Teatral), formado por artistas catarinenses, gaúchos e paulistas. O espetáculo explora o universo feminino e os temas relacionados à mulher na sociedade atual.

As personagens são destituídas de características de uma mulher pertencente a determinado período histórico e trazem à cena, temas que são considerados pelo grupo como sendo atemporais, universais e merecedores de reflexão e discussão. Entre eles: o aborto, a violência doméstica, a exploração sexual e o sexismo.Através do olhar feminino na sua essência o espetáculo expõe ao público tais temas.

Além de temporadas independentes em Santa Catarina e Rio Grande do Sul, destacando as realizadas no Teatro da UBRO (Florianópolis) e na Cia de Arte (Porto Alegre) o espetáculo já participou de diversas mostras e festivais, desde 2006, entre eles:
XV Festival Internacional Floripa Teatro (2008); VII Seminário Internacional Fazendo Gênero (2007); Projeto Segundas Dramáticas DAD/UFRGS (2008).

Para completar o circuito de apresentações nas principais cidades da região sul do Brasil o N.A.T. (orgulhosamente!) participa do FRINGE / Festival de Teatro de Curitiba de 2009.

Espaço Cultural Falec
Rua Mateus Leme,990
Centro/ Curitiba


dia 22 as 12horas;
dia 23 as 15 horas;

dia 24 as 18 horas;

dia 25 as 21horas.

Apareçam e divulguem!!!

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

163. do NIETZSCHE

"Só não falem de dons e talentos inatos! Podemos nomear grandes homens de toda espécie que foram pouco dotados. Mas adquiriram grandeza, tornaram-se 'gênios' (como se diz) por qualidades de cuja ausência ninguém que dela esteja cônscio gosta de falar: todos tiveram a diligente seriedade do artesão, que primeiro aprende a construir perfeitamente as partes, antes de ousar fazer um grande todo; permitiram-se tempo para isso, porque tinham mais prazer em fazer bem o pequeno e secundário do que no efeito de um todo deslumbrante. É fácil dar a receita, por exemplo, de como se tornar um bom novelista [ator], mas a realização pressupõe qualidades que geralmente se ignora, ao dizer "eu não tenho talento o bastante". Que alguém faça dezenas de esboços de novelas [peças teatrais ou atores], nenhum com mais de duas páginas, mas de tal clareza que todas as palavras sejam necessárias; que registre diariamente anedotas, até aprender a lhes dar a forma mais precisa e eficaz; que seja infatigável em juntar e retratar tipos e caracteres humanos; que sobretudo conte histórias com a maior frequência possível e escute histórias, com olhos e ouvidos atentos ao efeito provocado nos demais ouvintes; que viaje como um paisagista e pintor de costumes; que extraia de cada ciência tudo aquilo que, sendo bem exposto, produz efeitos artísticos; que reflita, afinal, sobre os motivos das ações humanas, sem desdenhar nenhuma indicação que instrua nesse campo, e reunindo tais coisas dia e noite. Nesse variado exercício, deixe-se passar uns dez anos: então o que for criado na oficina poderá também aparecer em público. _Mas como faz a maioria? Não começa com as partes, mas com o todo. Um dia podem acertar um bom lance e despetar a atenção, mas depois fazem lances cada vez piores, por boas razões, por razões naturais. _ Às vezes, quando faltam o caráter e a inteligência para dar forma a um tal plano de vida artística, o destino e a necessidade lhes tomam o lugar e conduzem o futuro mestre, passo a passo, através de todas as exigências de seu ofício".

A Seriedade no ofício - Friedrich Nietzsche

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Lá Vai!!!

Lá vai a minha entrada no meme-selo: Marina foi a criatura que me indicou a falar mais sobre mim... bom vejam as regrinhas como funcionam.


- Colocar o link de quem te indicou para o meme-selo;
- escrever essas 5 regras antes de seu meme para deixar a brincadeira mais clara;
- contar seis fatos aleatórios sobre você (essa é a proposta da brincadeira);
- indicar seis blogueiros para continuar a brincadeira;
- avisar esses blogueiros que eles foram indicados.

1 Desde bem pequena sempre comi muito feijão, era como um vício, não conseguia começar a almoçar se não tivesse primeiro uma pratada de feijão puro. Como se fosse uma sopa, eu comia de colher e tinha um verdadeiro prazer em fazer isso. Foi assim até os meus 12 anos mais ou menos, depois me tornei normal e passei a comer feijão com arroz. O incrível disso é que eu sempre fui a Olívia Palito da turma, não sei pra onde ia tanto feijão, bom saber a gente sabe, mas... Acho que isso deu resultado né, porque energia não me falta!!!!

2 Não sei se foi um relapso da natureza, mas antigamente eu queria ser secretária bilingue (hahaha)!!!!!!!!!!!!!!

3
Como chocolates quase todos os dias. Sorvete é minha verdadeira paixão nas horas de solidão na frente de uma tv. Pode estar o maior frio que me delicio com um sorvete de bola com calda e confetes coloridos.

4 Como sabem, (ou se não sabem agora ficaram sabendo) sou muito calorenta... roupa fechada não é minha opção em caso algum, sempre ouço das pessoas mais próximas que estou quase sem roupa. Para dormir preciso de ventilador direcionado pra mim, e isso foi sempre motivo de briga entre eu e a minha irmã quando dividíamos um quarto e um ventilador. A estratégia que eu tinha era esperar ela dormir para virar o ventilador pra mim, e claro, ela também fazia isso muitas vezes e então os tapas e cabelos rolavam soltos. Ah! eu sempre apanhava!!!!!

5 Adoro quebra-cabeça, a pouco tempo fui visitar meu sobrinho e me vi sentada umas duas horas tentando fazer um do incrível Huck!!! Lembrou muito a minha infância; quebra-cabeças me fazem silenciar e isso é, e talvez sempre será, um bom exercício para mim.

6 Bom, cabelos!!!!!!!! Sempre quis ter a "tesoura do desejo, desejo de mudar", mas minha gente, confesso que tenho o maior medo de cortar... quando pequena tive o cabelo muito liso, escorrido mesmo, presilhas e tic-tacs nunca paravam, minha mãe cuidou deles até uns 10 anos e só depois que fiquei mocinha (ai que gracinha!!!) que meus cabelos resolveram se rebelar... eles são praticamente independentes, por muitas vezes autônomos até, porque juro que faço mil e uma coisas para deixá-los calminhos, mas eles querem mesmo é ser livres. A primeira vez que fiz um corte radical tiveram que me prender numa cadeira, eu tinha seis anos e estava cheia de piolhos, de lá pra cá mantenho eles longos, não consigo me ver de cabelos curtos, alguém consegue?

Indico : Dani , Marcão , Elisa , Mari ,

BJS

sábado, 17 de janeiro de 2009

saudade de estar...

Essa dupla caminhada não é nada fácil... saudade imensa de ser a "ela-eu" ou a "segunda" ou ainda aquela de vê de fora, que sugere, acompanha... conversas descompromissadas que alimentam os desejos, que vão confirmando os vínculos e afetos. Faz tempo que não vejo!!!

Dá um medo enorme de apostar em outras fichas, correr atrás de outras coisas... eu sei que sou atriz, nunca tive dúvidas, mas minha caminhada sempre foi paralela e agora com o outro lado do mundo aos meus olhos, talvez seja ainda mais difícil... a vida são escolhas e os méritos resultam delas!!!!!!

Parece que vamos subir num palco em breve, como preciso!!!

sábado, 3 de janeiro de 2009

doismilinove!!!

INOVAR!!! é isso... Após 15 anos de ilha tô mesmo precisando de inovação, necessidade de sair, viajar, trabalhar menos no que me deu dindin até agora e mais no que realmente gosto de fazer (e que geralmente não me dá dindin, PUTZ!!!). A Austrália que há tanto tempo esteve no plano a médio-longo prazo agora está a curtíssimo prazo, e que assim seja!!!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

affffffffffff!!!

... é, quero muito que 2009 começe bem diferente do que esse fim de 2008. Vale contar que o Digo não passou no mestrado, não conseguiu captar seu projeto de documentário que a Rouanet aprovou, perdeu (mas há possibilidade de recuperar) uma super máquina fotográfica e uma filmadora de última geração (e isso é uma grande história que depois possa contar, afffff!!!), acabei de bater a moto da minha sócia num audi de um playboy, sem contar os três meses de chuva que aterrorizou Santa Catarina... perdão pelo baixo astral, vocês sabem que sou uma pessoa extremamente positiva e é por isso mesmo que estou à espera de um 2009 ESPETACULAR!!!
Não dizem que depois da tempestade vem a bonança? estou à espera. Ah! só pra acalmar a todos, não me machuquei neste acidente de moto, foi um filho da puta de um papai noel que estava num carro aberto passando pelo Rio Tavares que tirou a minha atenção, quando vi, a bunda daquele audi era do tamanho de um caminhão praticamente, fui ligeira e desviei, mas ainda assim bati naquele carro "fofo"... pois então, agora bem mais tranquila, posso dizer que realmente vale manter a mente tranquila e o sorrisso aberto, pois só assim passamos por estas situações, onde as coisas não estão tão certas como gostaríamos, sem deixar muitas sequelas!!!
QUE VENHA 2009, estarei a todo vapor com a Serena, a minha adorada bicicleta que além de me tirar do trânsito, me dá uma sensação de liberdade e de autonomia sobre o tempo, e isso me é muito valioso.


quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Sampa!!!



Cidade em que tudo está em movimento constante, nada pára... a não ser o trânsito. SOCORRO!!!!!!!!!! quase tive um troço em ver tanta gente num mesmo espaço, simplesmente esperando que o cara da frente consiga IR... me senti uma "bedéu" de mim mesma.

Aquele trânsito incalculável, aquele tempo perdido para o nada, tudo isso me pareceu um auto-flagelo coletivo, onde ninguém sorri, todos estão fechados em seus carros, somente com a esperança de chegar ao destino.

Quando você olha para o lado, além dos rostos cinzas, você vê os imensos prédios de mega negociações, que mais parecem nos engolir como se estivéssemos numa arena de gladiadores, onde basta você dar uma buzinadinha que alguém carinhosamente lhe mostra todo o seu vocabulário de largo escalão, ou ainda, começa uma sinfonia de buzinas. O melhor que você tem a fazer é esperar, esperar, esperar, uma hora o troço vai!!!

Êta cidade louca!!! Com tantas coisas bacanas pra fazer, cultura rolando pra todo lado e você ficar preso no asfalto entre os carros é surreal, é desesperador... me acostumei a planejar as coisas e realizá-las e não perdê-las por motivos de um cotidiano avassalador e quase que incorrigível.

Enfim, desejo sorte para os que ficam, hoje volto a minha cidade onde a cultura ainda está em segundo plano, porém lá consigo ter autonomia sobre o meu tempo.

Ufa!!! é isso!!

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

site da Pimenta Brasil




Depois de muito esperar, o site da Pimenta finalmente está no ar.
Na verdade ainda falta alguns ajustes no blog e no vídeo/manking off do dia que fissemos as fotos.
Visitem e repassem para os amigos ok?

www.pimentabr.com

um grande beijo

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Ouroboro em Brasília 2

Ouroboro, obra aberta

Maurício Antonângelo, diretor de Ouroboro, no Festival de BrasíliaFoto: Cine Luz
Cine Luz

Há muitas perguntas que não podem ser respondidas sobre o curta-metagem “Ouroboro”, de Maurício Antonângelo, exibido na tarde de quinta-feira no Teatro Nacional Claudio Santoro, durante o 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Mas há algumas conclusões possíveis, mesmo para quem não gosta do tema sexual. O filme tem uma narrativa densa, consistente, com planos elaborados com cuidado e uma luz equilibrada e em tom de mistério.

“Ouroboro” é o único catarinense na mostra competitiva e quando é exibido causa desconforto na platéia. “Eu sempre acho que vou apanhar do público ao final da sessão”, diz Antonângelo. A temática é complexa, e trata de uma relação sadomasoquista entre mãe e filho, cujo grau de parentesco só é percebido nos últimos minutos da projeção. Mas o que sempre ocorre é o aplauso, mesmo diante do crítico público do Festival de Brasília.

No debate ao final da sessão de quinta-feira, os expectadores queriam saber de Antonângelo quem é o pai da criança: do filho ou o marido, já que a mulher aparece grávida no final do filme. “Esta é uma pergunta que eu não posso responder”, reflete Antonângelo.

O diretor diz que fez uma obra aberta e prefere ouvir as impressões do público sobre o curta do que falar das suas escolhas narrativas. É possível até mesmo que os personagens não sejam mãe e filho, mas sim um casal vivendo uma fantasia sexual. O filme foi produzido na Unisul em 2007, durante a conclusão do curso de cinema de Antonângelo e com o apoio da Plural Filmes. A fotografia é de Bernardo Garcia.

Em cena, há somente o casal, interpretado pela atriz Luciana Holanda e pelo estreante Renato Grecchi, de 15 anos, que passou no teste de elenco e queria muito fazer o curta. Mas como a temática de “Ouroboro” é adulta, Antonângelo precisou de uma boa e longa conversa com os pais de Grecchi para rodar o filme com o jovem ator.

(A mesma matéria foi publicada no Variedades do DC de hoje, mas por falta de espaço a versão impressa está com alguns cortes. Aqui vai o texto na íntegra)
Postado por Fifo Lima, em Brasília, às 11h27

PURA DIVERSÃO




FOI EXATAMENTE PURA DIVERSÃO FAZER O FILME DO WILL!!!!