quinta-feira, 30 de outubro de 2008
Frederico, o retorno...
Não que seja sempre assim, mas quando há o vazio, como revertê-lo?
[*perguntas norteadoras]
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
Passagens*
E da erosão surge o grito, vontade de gritar no pé do ouvido.
Doença na cabeça de tanto viver coração.
É assim mesmo, maior do que eu, maior do que nós. Cabe na pupila; atravessa o silêncio rasgando os pensamentos, mas foi pra dentro da pupila dos meus segredos.
Está no silencioso, mas a luz não acende... e eu aqui de branco... Preciso ouvir a história de alguém ou a sua história ou simplesmente: qual é a história que você devia estar lembrando que já havia me contado? E o silencioso não acendeu...
CARA OU COROA? E EU NO MEU,..., DE UM FLIPERAMA!!!
* passagens escritas em momentos muito distintos e que agora, sei lá eu porquê, estão juntas aqui...
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
domingo, 26 de outubro de 2008
dadedadedade2
Bastou ficarmos uns meses sem, que tá todo mundo se coçando pra fazer tudo de novo.
Coisa boa de fazer, coisa boa de construir. Montar e desmontar cenário é praticamente um divã do grupo (hehehe).
Salve salve simpatia... não há quem, de opinião confessa, que não se envolva com aquelas bonequinhas, que por vezes são as gatinhas do chuck outras as barbies do sonhos ou ainda as fofoletes e emílias [e no meu caso especificamente: a olívia palito]...
Na verdade se trata da autonomia da mulher, veja só até onde nos embebedamos de Franca Rame e Dário Fo: mulheres com seus dilemas, seus parceiros, seu sexo, medos, anseios e tudo mais que todas sabem.
E pra não dizer que são idéias já muito ditas e vistas, "a" apresenta o risco da atriz em cena, com seu imaginário parceiro que todo o público consegue VER, ele praticamente se materializa...
(Desculpem-me a auto-confiança, mas ouvi tanto isso já que introduzi).
Num cenário que busca o visceral, as luzes e os figurinos mesclam nosso olhar e diante de todos estão elas, as bonequinhas e suas histórias que estamos loucas para recontar.
... também sinto essa saudadedadedade.
sábado, 25 de outubro de 2008
para um jabuti cascudo...
_ Eu sou Deus!!
E então saiba que estarei em você,
eternamente na sua reflexão,
com lembranças de como é bom estar comigo,
ser eu-você em sua parte.
Aqui, na minha parte, terei sempre o Deus-Você em mim,
com a lembrança de como é bom estar com você, ser você.
Sua alma generosa, bela, que procura a ética dos que pensam
[e assim deve ser qualquer e todo Deus]
me apresenta toda a fragilidade dos meus pensamentos caretas.
Obrigada por me fazer crescer, me mostrar o caminho do Deus-Eu.
Eu sou Deus, sua deusa, sua parcela.
Te amo com tranquilidade"
quinta-feira, 23 de outubro de 2008
INDICAÇÕES
Sabemos que no nosso meio, muitos esperam ganhar um lugar ao sol sem que outros possam brilhar também e ficam fechados em si, olhando para seus umbigos e nem lembram de passar protetor solar.
Meu brilho que brilha nos olhos dos afins, dos generosos, daqueles que torcem junto, alimenta ainda mais a minha vontade de fazer o melhor que eu posso.
Engraçado porque as oportunidades acabam surgindo pra mim em forma de convites, de indicações e acabo sempre fazendo coisas bacanas, com pessoas bacanas e graças à generosidade de poucos.
Hoje preciso agradecer imensamente a querida criatura Raquel Stupp, que mais uma vez, com a voz transbordando de alegria me "amadrinha" numa nova oportunidade que agarrei como leoa e cheia de protetor solar.
Valeu Quel, pela sinceridade e pela verdadeira amizade que não quer nada em troca, a não ser o simples fato de brilhar junto.
Um grande beijo querida.
segunda-feira, 13 de outubro de 2008
Sou do coletivo
Saiu o roteiro para o próximo filme do Projeto Ciclopoiesis e do Zorrabizarra, o nome ainda está em gestação, mas todos concordaram com a minha ideia da trilogia, no qual manteremos como tema transversal a mobilidade urbana.
Nesse roteiro percebemos, a priori, que teremos um pouco mais de dificuldades, pois teremos que trabalhar luz e audio de forma menos caótica, sem contar que teremos mais locações e isso exige maior produção, será um desafio maior e isso dá uma vontade maior, pra quem me conhece, adoro um risco!!!
aguardem logo estará no ar.
sábado, 11 de outubro de 2008
PQP!!! só chove!!!

Mais um sábado de uma chuvinha fininha, constantizinha, geladinha, putinha!!
Perdão, mais esse é o nono fim de semana consecutivo sem sol, sou movida a SOL!!
Fora o fato de eu vender biquinis né, todo mundo esperando o solzinho, queridinho, quentinho.
E eu sei que ele está ali, atrás daquelas nuvenzinhas, branquinhas ou cinzinhas, que parecem fofinhas... aaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhh.
chega de chuva!!!!!!!!!!!!
até.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
como continuar?
É isso, quem sabe vem mais por ai.
terça-feira, 7 de outubro de 2008
Foi num impulso!!
Não tínhamos nenhuma pretensão de fazer um super filme, ou um filme tecnicamente "correto", apenas queríamos contar essa história como um exercício (tentativa/erro) de quem gosta muita da idéia de brincar de "cineasta", porém após a edição das imagens, nos deparamos diante de um trabalho com um conteúdo que transbordou nossas expectativas pela sua simplicidade e sua espontaneidade.
Convido todos para assistir "porquequechavearamelalí?" de Felipe Queriquelli, Letícia Colossi, Luciana Holanda e Rodrigo Ferrari, no link: http://www.cicloviagem.org/ciclo2009/video_ufsc.html
terça-feira, 2 de setembro de 2008
#WZCK#
marca o marcado.
E o tempo marca.
Quando tira a pele
descobre o suor.
Pele à procura do olhar,
belo e vago.
Algo dói ali
e encontra sorrissos que doem.
Mas o tempo marca,
transfere da pele para o ar
e sufoca de beleza,
transparece a descoberta
do suor da pele
já fria ao chegar
no fim da queda.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
UMA OPINIÃO DE PESO!!!!
domingo, 24 de agosto de 2008
"INTO THE WILD"
Uma paulada em nossas convenções.
Realmente
" a felicidade só é real quando compartilhada"
AME.
sábado, 23 de agosto de 2008
FATIA DIVINA
e molhou o corpo na água fria;
com olhos transparentes percorreru meu estado de timidez.
(e eu dizia que não sofria disso).
Então tá, veremos juntos a
"Arquitetura da Destruição".
Estamos em outro lugar:
a pele encosta na minha e parece recontar anos.
Ainda em outro lugar :
_ sabe quando as pessoas duplicam ao invés de dividir?
E meu olhar penetra com interesse pela dúvida.
_ Intento a morte, não consigo penetrar o olhar
sem ver o lado ruim do ser humano.
Ouvi. E eu na minha insignificância: blá, blá, blá.
_ Já leu?
_ Não li.
Depois disse: _... nunca que aquele doutor saberia do que
eu estou falando, não é loucura, é somente um estado.
E essa foi a fatia divina do mistério
que mantêm vivo o desejo.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Vale a pena ver!!!
Na verdade nada do que a gente já não soubesse ou desconfiasse, porém,
imagem e discurso te prendem ao filme... um roteiro interessantíssimo.
Vale a pena ver e repassar.
Deixo o link http://video.google.com/videoplay?docid=-1437724226641382024.
Bom filme e boa reflexão.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Combustíveis!!!
domingo, 20 de julho de 2008
estado sútil
Nessas últimas semanas, me vi entre a dor de uma possível perda, a revolta de perceber a ausência da pessoas e a busca de manter o controle sobre minhas emoções, porque caso realmente algo ruim acontecesse eu deveria estar ali, firme e forte. Afinal, essa é a imagem primeira que vêem em Luciana Holanda. Mas transitar por essas emoções, acabou que novamente apresentou um estado muito sútil de mim mesma... sou várias, sou uma, sou o que sou .
segunda-feira, 7 de julho de 2008
FOI BEM BOM!!!!!!
segue abaixo o comentário da Helena:
Ah....Não. Só a.
Quanto tempo depois de ver um espetáculo a gente ainda pode comentar? Fui assistir ao espetáculo “a” nas segundas-dramáticas do Departamento de Artes Dramáticas, na General Vitorino. É aberto ao público. Apareçam por lá, às 18h. Em geral, é coisa boa. E foi assim.
Entrei lá à tarde e as vi preparando o cenário. Não era sofisticado, mas, já causava certo impacto. No entanto, é quando elas encenam que aqueles panos e balões fazem sentido. A energia daqueles corpos esbarra nos tecidos e se refletem no público. Teve discussão depois. Justamente com o meu orientador, Edélcio Mostaço. Foi ele que me fez perceber que aquele tema que, para mim não causou surpresa, ainda podia provocar tanto estranhamento, principalmente, nos homens.
A peça fala do universo feminino. Bem, o assunto desperta o meu interesse há vários anos. Já li muito. Discuti muito e elas estavam ali falando de maternidade, de violência no casamento e por aí vai. Então, o que realmente me deixou de boca aberta era a forma como elas resolveram trazer tudo isso à tona. Não havia homens em cena. Eram apenas três mulheres. No entanto, elas contracenavam com seus machos invisíveis e reagiam a eles de forma intensa, natural e verdadeira.
Ontem ainda, alguém me perguntou: tu és atriz? Sempre respondo: faço teatro. Porque sei o quanto é difícil chegar aquele resultado ali que vi no palco. Tem gente que acha que fazer teatro é fazer caras e bocas e até é, mas, as caras e bocas tem que acontecer no tempo exato e do jeito certo. E foi isso que vi. Havia teatralidade, é claro! Mas, ao mesmo tempo esta tudo poderia estar acontecendo na sala da casa da gente. Tinha uma proposta lúdica, mas, que nem por isso era leve ou divertida. Lembra um pouco aquela música do boi da cara preta que “pega esta criança que tem medo de careta”. Ou seja, mais assusta do que faz rir.
Minha colega de mestrado, Maria Amélia Netto, foi a última a fazer o seu monólogo e isso me gerou forte expectativa, pois, as anteriores haviam sido incríveis. Mas, o bom é isso. As três têm o mesmo nível de atuação: alto, eu diria, e isso só pode dar bom resultado. Luciana Holanda, Marina Monteiro e Maria Amélia dirigidas por Cleistenes Grött e Meire Silva. Elas partiram do texto de Dario Fo e Franca Rame, mas, fizeram entrevistas com muitas mulheres, saíram a campo para elaborar a peça e introduziram coisas que fizeram o espetáculo se tornar bem interessante mesmo para mim que por ter nascido feminina sabia exatamente do que elas estavam falando desde que Rita Lee cantava: “mulher é bixo esquisito, todo mês sangra!” Mas, vejam, isso não diminui em nada este espetáculo que é sensível e contundente ao mesmo tempo.

